Olá tudo certo?
Encontramos uma matéria super legal sobre o backstage da nova tour do U2 e vamos compartilhar com vocês aqui no Blog do Roadie.
Todo crédito do post é do pessoal do site u2br.com, em especial do autor do texto, Thiago dos Santos.

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O palco da The Joshua Tree Tour 2017 do U2 foi desenhado pela Stufish Entertainment Architects (que trabalhou na estrutura da Innocence & Experience Tour), e construído pela Tait Towers (que também trabalhou na mesma turnê), sob a direção criativa de Willie Williams, que desenhou a iluminação. Na enorme tela, feita pela PRG, pode-se ver conteúdos especiais de Anton Corbjin, antigo colaborador da banda, e do artista JR, com conteúdo adicional da Empirical.

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Ric Lipson da Stufish Entertainment Architects afirma que o desenho cênico foi inspirado no palco da turnê original que acompanhou o lançamento do álbum em 1987. “Queríamos criar um vasto fundo por trás da banda que fosse completamente claro e puro,” disse. “Ao desenhar as torres com um único apoio, trabalho feito pela StageCo, junto com o som principal sendo sustentado tão alto, uma ideia de Jake Berry e Joe O’Herlihy, pudemos levantar a iluminação e o som por cima da tela.”

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A tela personalizada de alta resolução, construída pela PRG, está pintada de dourado com o logo de The Joshua Tree em prateado.

“A tela é como um pedaço de papelão dourado com uma árvore prateada para o início e a primeira parte do show,” disse Lipson. “A tela só acende para o início da parte do setlist que possui as canções de The Joshua Tree. Se convertendo em um fundo hipnotizante de imagens de retratos e paisagens em alta resolução. ”

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A árvore na tela se estende por cima dela com um impacto cênico. “Construído pela Tait Towers, ela se estende até uns 9 metros acima da tela de 14 metros de altura,” disse Lipson.

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A árvore na tela se reflete em uma sombra de si mesma se abrindo no cenário B da plataforma.

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Se você é fã da banda…continue lendo…

10 curiosidades da The Joshua Tree Tour
Por: Marina

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Bastaram apenas três shows para observarmos 10 curiosidades que devem ser apreciadas por todos os fãs durante essas caminhada no grande deserto dos 30 anos do álbum The Joshua Tree. De detalhes do telão, passando pelas músicas escolhidas e, especialmente, as projeções do telão – os vários elementos do show são essenciais à composição de seu arco narrativo e essenciais à sua compreensão e percepção.

1) O U2 atingiu a marca de maior vendedor de ingressos dessa temporada nos Estados Unidos, deixando para trás artistas pop do momento, como Ed Sheeran e Lady Gaga;

2) Além de bilheteria, o U2 quebra recordes em tamanho de estrutura de palco. A tecnologia de LED do telão é a última palavra em projeção de imagens. Trata-se de um tipo de tela que nunca foi utilizado em qualquer outro palco até agora;

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3)
Tanta definição e qualidade do telão tem um propósito muito especial: projeções magníficas e únicas de imagens do deserto que, se não bastassem o deslumbramento causado por sua beleza, causam frisson quando descobertas como obras fotográficas de Anton Corbijn;

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4)
Além das projeções do deserto, outras estão chamando a atenção do público durante o show: um trecho de um curta-metragem francês sobre um campo de refugiados na Jordânia, antecede ‘Miss Sarajevo’; Morleigh, esposa de The Edge, figura como uma sexy cowgirl em ‘Trip Through Your Wires’ e, no final do show, uma foto de Elijah (filho de Bono) de mãos dadas com Sian (filha de Edge). Os dois jovens aparecem descalços e Sian usa um capacete militar, como Peter Rowen na capa da coletânea ‘U2 The Best Of 1980-1990’ – o que vem levantando as suspeitas de ser a divulgação da capa do próximo CD, ‘Songs of Experience’;


5)
A propósito do assunto “palco”, além de gigante e de alta tecnologia, o conceito do mesmo é brilhante. O segundo palco (ou palco B) foi concebido como uma “sombra” da grande Joshua Tree do palco principal;

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6)
Donald Trump entrou, definitivamente, na pauta do U2. Durante o show, é exibida a cena de um seriado “bang-bang” dos Estados Unidos da década 50, chamado “Trackdown” em que um dos personagens, que é um trapaceiro e possui o sobrenome Trump, conclama os moradores da cidade a se protegerem construindo um muro. O ápice da exibição é quando o herói do seriado grita: “Você é um mentiroso, Trump!”

Bono tem sido claro: no primeiro show em Vancouver, ele pediu que a plateia enviasse  “uma mensagem do Canadá aos Estados Unidos” e conclamou a plateia a repetir “o poder do povo é mais forte do que pessoas no poder”.


7)
A organização ONE continua sendo pauta do show. Dessa vez, através da campanha que lembra do protagonismo das mulheres na História, com o trocadilho ‘Herstory’ e com a discussão do sexismo na pobreza – a campanha que se encontra em andamento na organização. Há também vídeos da organização nesse momento;


8)
Algumas das canções do álbum, em 30 anos, nunca haviam sido tocadas ao vivo. Um exemplo delas é Red Hil Mining Town, remixada por Steve Lillywhite e que ganhou instrumentos de sopro como adorno na nova versão executada no palco – é exibido o vídeo de uma banda nesse momento.


9)
Além do set dedicado ao Joshua, há espaço para clássicos mais jovens da banda e canções surpresa, como ‘A Sort of Homecoming’, que não era executada desde 2001.


10)
O show termina com uma nova canção: ‘The Little Things That Give You Away’ – com a exibição da foto de Elijah e Sian (v. item 4). No U2.com, a banda já afirmou que é uma reunião eloquente do passado e do futuro do U2 – o que demonstra que o Joshua Tree é uma grande transição entre a inocência dos Early Days e o estrondoso sucesso dos anos 90/2000 – a experiência. Ao que parece, a sequência histórica do grupo vai ser reproduzida como sequência das tours.

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